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Fonte: http://www.portalbenicio.com.br/noticia.php?l=119092968d3fcd9c689fc17209c2062e

Análise: A eterna busca pela autoestima

07/05/2018 08:59:21

 R7


Assim como drogas, bebida e internet, a vaidade pode ser viciante, afinal, há quem gaste o que tem e o que não tem para fazer “apenas mais um” tratamento de beleza, procedimento estético ou intervenção cirúrgica. Comprometendo muito mais do que as finanças, a vaidade extrema pode prejudicar a saúde ou mandar uma conta ainda mais alta, levando a própria vida de quem não conseguiu manter o equilíbrio na busca desenfreada para elevar a tão celebrada autoestima.

Em outro extremo, encontram-se mulheres que têm sido totalmente avessas a tudo o que esteja ligado aos cuidados consigo mesmas ou com sua aparência. Não usam nenhum tipo de maquiagem, mal penteiam os cabelos, não fazem as unhas, não cuidam da pele, não se importam com o que vestem, comem qualquer bobagem, acham que depilação é algo desnecessário e só não saem de casa de pijama e chinelo porque o trabalho não permite ou quando algum parente, por vergonha, se recusa a acompanhá-las.

A verdade é que, tanto as mulheres avessas a tudo o que pode representar um mínimo de vaidade, quanto as que são capazes de arruinar as finanças para fazer todo e qualquer tipo de mudança no corpo, enfrentam a mesma questão: problemas de autoestima.

Autoestima significa “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra confiança em seus atos e julgamentos”. Fica claro perceber que quem se submete a todo tipo de loucura em nome da “beleza” tem problemas de autoestima, afinal, não está contente com seu modo de ser. E quem não liga a mínima para si mesma, apresenta o mesmo quadro, pois não possui a qualidade de quem se valoriza.

Muitas mulheres, principalmente depois do casamento ou de se tornarem mães, deixam de cuidar de si mesmas pelo fato de não serem mais elogiadas com frequência, pela insegurança das mudanças no corpo — seja pela idade ou pela maternidade — e pela influência do julgamento de terceiros. Tudo isso fere a autoestima e causa esse desequilíbrio, seja para um lado, seja para outro.

A solução para mantermos uma vida mais equilibrada e vivermos mais felizes com quem somos pode estar justamente em não basearmos a nossa existência segundo a autoestima. Se nós, mulheres, estivermos seguras de quem somos e do que queremos, não é o nível de autoestima que guiará nossas vidas. Você pode não estar se sentindo a mais linda das mulheres, mas não é por isso que vai correr para o consultório de um cirurgião ou deixar de se cuidar.

Devemos guiar nossos passos com a cabeça, e não com o coração. No fundo, você sabe que um elogio não vai mudar sua vida, mas como o seu coração quer ouvir, você se abate com a falta dele. Ou você não quer que ninguém a elogie, porque, no fundo, acha que não merece e, quando acontece, você se constrange e muda de comportamento para que ninguém mais a elogie.

Em ambos os casos, você está permitindo que a autoestima influencie diretamente a forma como vê a si mesma, e isso não faz nenhum sentido. Você não precisa de autoestima para saber que tem valor, não é verdade?

Não gaste sua vida guiando-se por um único fator. Não seja escrava da autoestima, pois ela não tem limites, mas assuma as rédeas da sua autoimagem e desfrute de uma vida mais equilibrada.