Na OAB, desembargadora Ângela Prudente aponta desafios, mas vê cenário positivo para mulheres na carreira jurídica

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“Tivemos avanços indicando uma mudança de perfil de gênero na magistratura, considerada uma carreira tradicionalmente masculina”, afirmou a desembargadora e vice-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Ângela Prudente, em debate nesta quarta-feira (13/3), durante o I Encontro de Mulheres da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO), focado na reflexão sobre as conquistas e desafios das mulheres nas carreiras jurídicas.

Ao parabenizar a OAB-TO pelo oportuno evento, a desembargadora lembrou que, em que pese o cenário atual indicar uma ampliação da presença feminina, as mulheres ainda representam a menor parcela dentro do quadro da magistratura nacional. “Não chega a 20% do total da composição nos Tribunais Superiores. No Tocantins, no âmbito da Justiça Estadual, alcança 33%, em ambas as instâncias, e fica próximo da média nacional”, ressaltou.
Ainda durante o debate, da qual participaram a secretária-geral da OAB-TO, Ana Laura Coutinho, e outras representantes do meio jurídico, a desembargadora Ângela Prudente reforçou seu otimismo ao acreditar que a expansão da presença feminina na magistratura seja uma questão de tempo, ressaltando, entretanto, que a atividade judicante exige muito da mulher pela sobrecarga de trabalho, que vai além das responsabilidades profissionais. “Exige sacrifícios pessoais maiores com a maternidade, a família e os afazeres domésticos, o que acaba ocupando todo tempo livre”, ponderou.

Texto: Marcelo Santos Cardoso / Fotos: Divulgação/OAB-TO

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