Seminário sobre retirada da vacinação antiaftosa reúne cadeia produtiva pecuária em Araguaína

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Secom

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), reuniu produtores rurais, empresários e profissionais da área, no 2° Seminário da retirada da vacinação contra a febre aftosa, nesta segunda-feira, 29, em Araguaína. No Tocantins, as estratégias já começaram e a previsão para vacinar pela última vez o rebanho é maio de 2021.

De acordo com o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, para que o Tocantins e o restante do Brasil avancem nesse sentido é preciso seguir as regras, que precisam ser discutidas e entendidas por todos os envolvidos. “É um processo gradativo, que necessita da união de toda cadeia produtiva do agronegócio, para evitarmos impactos, por isso, é tão importante o debate para avançarmos no status sanitário e alcançarmos mais mercados consumidores internacionais”, disse.

O superintendente federal da Agricultura, Rodrigo Guerra, disse que o plano estratégico foi muito bem desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e está sendo bem executado pela Agência. Na ocasião, ele frisou ainda importância de investimentos e orientações, por meio de palestras. “Ainda vemos produtor preocupado com tantas informações e esses encontros são essenciais, pois é preciso que todos entendam que as obrigações são compartilhadas e que precisamos do apoio de toda sociedade”, ressaltou, acrescentando ainda que todo o processo para a retirada está sendo feito com toda responsabilidade e cautela.

O auditor fiscal federal, Luiz Eduardo Cardoso, apresentou a situação atual da febre aftosa, as justificativas para retirada da vacinação, além do objetivo e das metas. “É preciso priorizar esforços públicos e privados. O Brasil é líder mundial na produção de bovinos e suínos e precisa avançar e mostrar que é eficiente para atender mercados mais exigentes em relação à condição sanitária para febre aftosa. Estamos caminhando para um País livre sem vacinação”, destacou.

Luiz Eduardo disse ainda que, com a realização da transição da área livre com vacinação para livre sem vacinação, o foco passa a ser a vigilância. “O trabalho será ainda maior, tira a vacina e coloca no lugar a vigilância, o cadastro de propriedades, entre outros, para estar pronto para detectar o foco o mais rápido possível, já que a resposta rápida à introdução do vírus, caso surja, é crucial”, explicou.

Durante a palestra, o responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, João Eduardo Pires, esmiuçou a organização geográfica para transição de status sanitário, que envolve a distribuição dos estados por blocos e o trânsito de animais. “O Tocantins está no bloco IV, a Agência tem feito seu papel e buscado garantir a sanidade do rebanho, por meio do controle de trânsito, inquérito soroepidemiológico, cadastro de propriedades, entre outros. Mas, necessitamos fortalecer as responsabilidades compartilhadas para darmos esse grande salto”, pontuou.

A programação foi encerrada com mesa-redonda. O produtor rural Márcio Cotini e todos os participantes aproveitaram a oportunidade, para sanar dúvidas, fazer críticas e buscar conhecimentos. “Muitos questionamentos foram sanados para entendermos mais sobre o processo de transição, o debate é muito importante e precisaremos de muito mais para chegar a esta evolução sanitária”, pontuou.

Presenças

Participaram do encontro o presidente do Fundeagro, Saddin Bucar; a representante da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Grasumilda Rosado; o presidente do Sindicato

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