Bêbados e crianças lideram mortes por afogamento no Tocantins; temporada de praia eleva índice

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No Tocantins, estado que é nacionalmente reconhecido por seu potencial turístico na temporada de praias, o número de mortes por afogamento aumenta consideravelmente entre os meses de junho e julho.

Em 2018, segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), 60 pessoas morreram por afogamento. Só em junho foram 19 casos e nove em julho.

Segundo os dados do Corpo de Bombeiros, até o momento, foram registradas 30 mortes por afogamento em 2019. Quatro desses incidentes foram registrados entre os dias 12 e 14 de julho.

Ocorrências

Uma das vítimas foi Célio Luíz Soares da Silva, de 53 anos. Ele morreu afogado após pular de uma embarcação no Rio Tocantins, na cidade de Praia Norte, região do Bico do Papagaio.

Daniel Rubens Pereira Costade 28 anos, e Laura Modesto Costa, de 07 anos, pai e filha, também morreram afogados após a canoa em que eles estavam ter virado durante a travessia do rio Sorrocan, em Formoso do Araguaia, região sul do Estado, por volta de 21h de sexta-feira (12 de julho).

Também na sexta (12), por volta das 21h30, José Edmilson Vieira de Carvalho, de 44 anos, morreu afogado na Praia do Tição no Rio Tocantins, em São Sebastião do Tocantins.

Em entrevista ao AF Notícias, o major Antônio Luiz Soares, gerente do Sistema de Informações Operacionais (Siop) do Corpo de Bombeiros, disse que a corporação está atuando nas praias de maior movimento para evitar esse tipo de acidente.

“Os bombeiros atendem as praias de nível 3, 4 e 5, ou seja, as de maior movimento. As demais praias, de nível 1 e 2 são de responsabilidade dos municípios. O município deve enviar alunos para participar do curso de guarda-vidas civis ofertados pelos bombeiros para atuarem no local. Nessas praias o serviço de fiscalização dos bombeiros é a ronda e a fiscalização. Guarda-vidas fixos só temos nas maiores praias”, explicou o major.

O militar explicou também que é papel dos bombeiros fornecer e orientar os municípios para a instalação do sistema de prevenção aos afogamentos. “O sistema contra afogamento disponibilizado pelos bombeiros é composto pelo delimitador de área segura para banho, placas de sinalização para indicar os pontos de risco, placas com orientações gerais para prevenção de afogamento, um áudio com as orientações de prevenção de afogamento e o treinamento dos guarda-vidas civis”, argumentou.

Perfis

Conforme o Major, as pessoas acabam morrendo todos os anos devido aos mesmos equívocos, o que possibilita traçar um perfil dos afogamentos registrados durante a temporada. “O primeiro perfil é a pessoa que consome bebidas alcóolicas. Quem beber deve evitar entrar na água para nadar”, disse.

O segundo perfil são as crianças. “Quem levar uma criança para o ambiente aquático tem de redobrar a atenção e jamais a perder de vista. Recomendamos que o responsável fique a uma distância de no máximo um braço. Orientamos que os pais ou responsáveis façam o uso do colete e que ensinem as crianças a nadarem”, afirmou.

Outro perfil considerado de risco para os acidentes com vítimas de afogamento são as competições aquáticas. “Recomendamos que quando for realizar qualquer tipo de competição deve-se ter uma equipe de supervisão e segurança com todos os aparatos necessários para realizar o salvamento”, acrescentou.

Por último e não menos importante, o major salientou a importância do uso de coletes durante o transporte em embarcações e alertou as pessoas que possuem problemas de saúde, como doenças cárdicas ou convulsivas.

“Nessa temporada estão sendo registradas muitas ocorrências de embarcações naufragadas. Por isso, o uso do colete é obrigatório. O colete é um mecanismo simples que pode salvar uma vida. As pessoas que tem epilepsia ou problemas cardíacos devem entrar na água sempre acompanhadas de responsáveis caso tenham um mal súbito”, finalizou.

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