Paraíso tinha o “Disk Drogas”: Os detalhes da “Operação Tessera” deflagrada pela Polícia Civil

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Wherbert Araújo
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado – DEIC, de Paraíso do Tocantins, unidade que compõe a
Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), deflagrou nesta terça-feira,20, em Paraíso do Tocantins, a 60 quilômetros de Palmas, a Operação Téssera, que visa cumprir 13 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em ações criminosas ligadas ao tráfico de entorpecentes.

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado – DEIC, de Paraíso do Tocantins, unidade que compõe a
Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), deflagrou nesta terça-feira,20, em Paraíso do Tocantins, a 60 quilômetros de Palmas, a Operação Téssera, que visa cumprir 13 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em ações criminosas ligadas ao tráfico de entorpecentes.

Com a operação, a Polícia Civil busca desarticular um esquema de recebimento, subdivisão e entrega direta de drogas a usuários no município, marcada pela interrelação entre traficantes em Paraíso do Tocantins, numa espécie de ajuda mútua para quem precisava comercializar entorpecentes na cidade. Um dos alvos da operação, inclusive, chegou a montar um esquema de entrega direta de drogas aos usuários, através de expediente comumente chamado de “disk-drogas”.
A Polícia Civil concluiu então que o grupo realizava quatro atividades distintas na comercialização de entorpecentes na cidade, o que deu o nome da operação, batizada de Tessera, que seria a grafia do numeral 04 em grego. Pelo menos 6 pessoas foram presas.
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Histórico
No dia 15 março de 2019, um dos investigados preso nesta terça-feira, 20, de iniciais P.H.L.B, já havia sido preso em flagrante pela suspeita de autoria de tráfico de drogas. Com o aprofundar das investigações, realizada pela Divisão Especializada, constatou-se que o investigado figurava como importante personagem na venda de entorpecentes na cidade de Paraíso do Tocantins.
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De acordo com o delegado Eduardo Menezes, responsável pelas investigações, durante o período de coleta de provas, os investigadores detectaram quatro espécies de relação criminosa mantida por P.H.L.B, envolvendo o comércio de drogas.
A primeira delas era a realizada de forma direta com usuários da região, que o acionavam via telefone para requisitar a droga. Essa modalidade de narcotraficancia ganha cada vez mais espaço no meio criminoso e tem sido comumente chamada de “Disk Drogas”.
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Uma segunda modalidade de relacionamento detectada com a investigação era a mantida pelo criminoso com outros traficantes sem, no entanto, estar presente uma relação de hierarquia. Tais suspeitos interagiam com P.H.L.B, estabelecendo uma relação de ajuda mútua, compartilhando, por exemplo, informações acerca de fornecedores detentores de um melhor preço, empréstimo de droga (uns aos outros) quando da falta da substância de forma inesperada antes de reposição programada, empréstimo de balança de precisão, dinheiro, entre outras formas de auxílio.
A imagem pode conter: 1 pessoa, barbaDelegado Eduardo de Meneses – Responsável pela Operação Tessera em Paraíso-TO
A terceira categoria de inter-relacionamento exercido por P.H.L.B, e desvendado no Inquérito Policial, é o de abastecimento por ele realizado de outros traficantes de menor envergadura que atuam na região. Quatro desses criminosos que eram providos por P.H.L.B, também foram presos nesta terça-feira, 20.
“A Operação teve também o objetivo de prender outras cinco pessoas que eram responsáveis pelo fornecimento da droga a P.H.L.B (quarto e último laço delituoso detectado e desmantelado com a ação de hoje).
Desses cincos  responsáveis por fornecer a droga a P.H.L.B, dois são considerados os principais traficantes da região do Vale do Araguaia”, ressaltou.
Os cinco suspeitos foram encaminhados para a Casa de Prisão Provisória de Paraíso e para a unidade prisional feminina de Palmas.
Participaram da operação cerca de 50 policiais civis, dentre eles, integrantes do Grupo de Operações Táticas Especiais – GOTE e da unidade do Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER.
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