Em Paraíso: Secretária de Educação diz que “processo é inveja e perseguição política”

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SECRETÁRIA ACREDITA QUE ESTÁ SENDO VÍTIMA DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Da Redação

 

Em direito de resposta referente à matéria publicada pelo Portal Benício na última quinta-feira, 6, que trata sobre a condenação da secretária, Lizete Coelho, pela Justiça de Paraíso, por improbidade administrativa, recebemos várias informações Secretária que serão repassadas ao público como forma democrática de garantir o seu direito de esclarecer a situação.

Muitas perguntas ainda sem respostas foram feitas por Lizete Coelho, durante conversa com nossa Reportagem.

De acordo com a Secretária, o caso que gerou sua condenação não diz respeito apenas a ela, mas a vários servidores da educação e saúde que, em 205, passaram no concurso da prefeitura de Paraíso e tomaram posse. No mínimo, 15 pessoas estavam na mesma situação.

Lizete explicou que, somente após quase 15 anos, em 2018, o Estado notificou todos esses servidores, que ao tomarem conhecimento do caso optaram por deixar o município e ficarem no Estado, inclusive o pessoal da saúde.

Como ela assumiu a Secretaria Municipal de Saúde, uma pessoa ainda não identificada, fez uma denúncia ao Ministério Público. Porém, os outros servidores também foram denunciados.

“O Promotor, sequer, ajuntou uma pagina contra os outros. Contra mim ele montou um processo e enviou ao juiz, mesmo a gente provando que nunca recebi nada irregularmente” disse.

“Passei no concurso da prefeitura na época do Arnaud em 2005, passei na prova e passei no concurso de títulos. Sabíamos que não poderíamos passar de 60 horas e na época provamos ao município que tínhamos 40 horas no Estado. A prefeitura tinha um jurídico e deu posse pra nós mesmo assim. Só agora, com quase 15 anos que éramos funcionários do município foi que o Estado nos notificou, de que tínhamos que fazer opção. Imediatamente todo mundo fez opção e todos da educação preferiram ficar no Estado, ninguém ficou no município” acrescentou.

Ela alegou que o pessoal da Saúde não foi penalizado e as outras professoras também não foram penalizadas. “Porque só eu tenho que ser penalizada? Isso é uma injustiça muito grande. Só do município são pelo menos 10 professores” acrescenta.

Professora Lizete Coelho informou ainda que somente quando fui dar entrada em seu processo de aposentadoria é que tomou conhecimento da situação. “Quem não devia dar posse para nós era a prefeitura que tinha um jurídico e não conhecíamos do direito. Fizemos o concurso e fomos empossados entendendo que era tudo legal” destaca.

“Nunca roubei nada de ninguém e não sou candidata á nada. Desde a época que disseram que eu seria candidata o pessoal começou a explorar o meu nome e pegaram esse processo aí para me humilhar nas redes sociais. Por que somente eu tenho que pagar por isso?” questionou.

Lizete denunciou que o Promotor Cristian, autor da ação contra ela, chamou as outras professoras e só teria tido uma pequena conversa com elas. “Ele não me chamou lá para conversar, não me chamou pra nada. Ele abriu logo um processo porque disse que recebeu uma denúncia anônima contra mim. Mas as outras também foram denunciadas, mas cadê que ele fez alguma coisa contra elas. Não fez nada, e também não fez nada contra o pessoal da saúde” acusou.

Ela insistiu em afirmar que “quem deveria ser punido era a prefeitura, que deu posse para esse tanto de gente, sabendo que não podia dar posse, e não nós que não tínhamos conhecimento de Lei”.

“Durante o dia eu trabalhava no Estado e à noite dava aula no EJA. Quando fui para a Secretaria de Educação, (o prefeito) Dr. Moisés baixou uma portaria para que eu cumprisse às 20 horas do município nos eventos à noite. Pode ver que em todos os eventos de prefeitura e das escolas que acontecem à noite eu estou presente, para cumprir às 20 horas do concurso. Porque que somente eu tenho que ser penalizada?”

Ainda segundo ela, o Ministério Público pediu explicações à prefeitura e não recebeu respostas e que o a promotoria já teria entrado direto com o processo.

“Porque que a Justiça não indiciou todos os servidores da educação e da saúde? O ministério Público recebeu as denúncias, e quem me falou foi as próprias professoras. No meu dossiê na prefeitura tem uma declaração que eu trabalhava 40 horas no Estado. Porque eles deram posse para nós na época? Todos os professores com o mesmo caso que o meu são do Quadro Geral do Estado e a prefeitura deu posse pra todo mundo em 2005”.

“Isso é perseguição porque esse Promotor teria que tratar todo mundo de igual pra igual. Os outros também foram denunciados e ele só teve uma conversinha com eles e por isso mesmo ficou. Isso é um só caso pra todo mundo e a prefeitura também tinha que ser punida porque ela tinha jurídico, assessoria que sabiam que tínhamos cargos no Estado. Se tivéssemos nos falado não teríamos tomado posse porque ninguém estava morrendo de fome” voltou a questionar.

Como secretária de Educação de Paraíso, Lizete Coelho desenvolve um trabalho considerado como destaque no Estado. Para ela, todas essas denúncias são perseguições políticas de pessoas que estão preocupadas com o seu trabalho. Por várias vezes ela declara que não tem interesse em ser candidata, mas que suas boas ações na Educação Municipal a torna uma vítima do processo político. Ela vai recorrer da decisão de 1ª Instância.

Portal Benício mantém o espaço aberto para outras declarações de pessoas ou órgãos citados nas matérias.

VEJA MATÉRIA ANTERIOR:

Em Paraíso: Juiz condena Secretária de Educação a devolver alto valor e suspende direitos políticos

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