Medidas adotadas pelo Governo durante a pandemia visam ações na área da Saúde e nos serviços públicos, mas não no fechamento do comércio

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Diversas medidas foram adotadas pelo Governo do Tocantins desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no último dia 11 de março, pandemia da Covid-19, causada pelo novo Coronavírus. Atos do governador Mauro Carlesse efetivaram ações na área da Saúde e no funcionamento dos serviços públicos ofertados pelo Estado, deixando a decisão sobre o fechamento do comércio para as autoridades municipais.

Neste sentido, o Governo declarou Estado de Calamidade Pública, suspendeu as aulas, determinou a aquisição de testes rápidos para a Covid-19, reforçou o estoque de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) dos hospitais; solicitou a aquisição de cerca de 150 mil kits de alimentos para estudantes da rede estadual; reduziu a jornada dos trabalhos dos servidores públicos, e suspendeu visitas a detentos e nos Parques Estaduais, dentre outros.

Além disso, o Governo também implantou medidas que beneficiam empresas e cidadãos impactados pela crise, determinando a suspensão dos cortes de água e energia, prorrogando prazos de documentos e pagamento de parcelas, oferecendo linhas de crédito com carência e juros reduzidos e retificando editais.

“Nossas medidas foram no sentido de fortalecer o sistema de saúde, normatizar os serviços públicos e orientar à população a ficar dentro de casa durante a pandemia. Deixamos a cargo das autoridades municipais a decisão sobre a forma como o comércio de cada cidade deveria funcionar”, destacou o governador Mauro Carlesse, que pediu ainda cautela no funcionamento das empresas, evitando aglomerações e seguindo as normas sanitárias.

Entenda a importância do Isolamento Social

Desde que a Covid-19 surgiu, ela vem sendo estudada por pesquisadores e cientistas de todo o mundo. Apesar da doença ser mais severa e perigosa para um grupo de risco específico, ainda é muito cedo para se ter uma noção de todos os problemas que ela pode causar e das mutações que o vírus pode sofrer.

Com baixa letalidade, quando comparada a outras doenças, e assintomática em grande parte dos infectados, a Covid-19 é altamente contagiosa. Isso faz com que ela, ao se espalhar de forma rápida, possa provocar um colapso no sistema de saúde como foi o caso da Itália e da Espanha.

Ao propor o isolamento social, países de todo o mundo buscam fazer com que o contágio do vírus por parte da população ocorra de forma gradual, possibilitando que os pacientes, principalmente os inclusos no grupo de risco, consigam ter um atendimento digno na rede hospitalar, seja ela pública ou privada.

Um dos benefícios do isolamento social é evitar, por exemplo, que pessoas que estejam fora do grupo de risco possam contrair o vírus e espalhá-lo para os demais. Países que não adotaram essas medidas dentro de um prazo razoável estão sofrendo com os altos índices de pessoas mortas. Nestes locais, os médicos estão optando entre os que vão viver (ser atendidos) e os que vão morrer (não vão receber atendimentos).

No último dia 20 de março, durante teleconferência com empresários, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou: “Claramente, em final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. O que é um colapso? Às vezes as pessoas confundem colapso com sistemas caóticos, sistemas críticos, quando você vê aquelas cenas de pessoas em macas. O colapso é quando você pode ter o dinheiro, você pode ter o plano de saúde, você pode ter a ordem judicial, mas, simplesmente, não há um sistema aonde entrar”.

As medidas adotadas pelo Governo do Estado e pelas prefeituras têm surtido efeito positivo. No último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nessa quinta-feira, 26, apenas 8 pessoas foram constatadas com a Covid-19. Até o momento, nenhuma morte foi registrada no Estado em razão do vírus.

“O isolamento social é a forma mais eficaz para reduzir a onda de transmissão da doença e resguardar o sistema público de saúde. A sociedade precisa ficar alerta e seguir as recomendações, precisamos que a população aja com responsabilidade social”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Edgar Tollini.

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