Barbaridade em Paraíso: Polícia Civil faz reprodução simulada de crime que chocou moradores

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Camilla Negre

A Polícia Civil do Tocantins por meio da 6ª Divisão Especializada na Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) realizou nesta quarta-feira, 23, a reprodução simulada do duplo homicídio qualificado ocorrido em novembro deste ano na região rural de Paraíso, onde um casal de agricultores foi morto de maneira brutal, chocando a população. O crime aconteceu em uma fazenda às margens da TO-080, nas proximidades da ponte do córrego Capim Branco, e o principal suspeito foi preso pela Polícia Civil na última sexta-feira, 18.

Em depoimento à polícia, o homem, natural de Maceió (AL), confessou o crime. Ele prestava serviços na propriedade rural do casal e disse ter ficado insatisfeito com sua demissão. Ainda em depoimento, o homem também revelou que havia planejado matar apenas o esposo, mas, ao perceber a presença da mulher no local do crime, acabou ceifando a vida dela também.

O procedimento de reprodução simulada ocorrido nesta quarta-feira, contou com a participação do delegado responsável pela investigação do caso, Hismael Athos, policiais civis da 6ª DEIC, Perícia criminal (Núcleos de Paraíso e Palmas), Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), Policiais Penais, Grupo de Intervenções Rápidas (GIR) e Escolta.

Para o delegado Hismael Athos, o procedimento foi frutífero, trouxe novos fatos e possibilitou esclarecer toda a dinâmica do crime.

A reprodução é um procedimento previsto no artigo 7º do Código de Processo Penal e tem como finalidade esclarecer as circunstâncias do crime. Compete ao Delegado de Polícia determinar a realização da reprodução do crime. O procedimento funciona como importante meio de prova, especialmente para esclarecer a dinâmica do fato delituoso, auxiliando, assim o juiz e os jurados no Tribunal do Juri. Objetiva também tirar alguma dúvida surgida na investigação e não deixar dúvida acerca da ação criminosa do autor.

Após a elaboração do laudo pericial, demais diligências e conclusão das investigações, os autos de Inquérito Policial serão encaminhados ao Ministério Público para os procedimentos cabíveis. O investigado já se encontra detido na Cadeia Pública de Paraíso do Tocantins.

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