Campanhas: Consumidor do Tocantins entra na briga para baixar o preço da carne

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Da Redação

Baixar o preço da carne bovina passou a ser um dos objetivos principais de moradores de várias cidades tocantinenses após novos anúncios de aumento de preços do produto.  Os abusos praticados por frigoríficos, açougues e estabelecimentos comerciais, que revendem a carne, despertou a desconfiança de muitas famílias.

Várias campanhas estão sendo divulgadas nas redes sociais e já mobilizam o consumidor. De um lado as reclamações sobre o alto custo do produto. Do outro, a ideia para que os melhores preços sejam anunciados e provoquem disputas entre os concorrentes.

O consumidor entendeu que, somente ele, pode ser capaz de provocar a diminuição no preço da carne. Caso contrário, comer essa que é sua principal alimentação do dia se tornará cada vez mais difícil.

Os abusos aproveitando o momento difícil porque passa o País vêm sendo praticados desde o ano passado. Em novembro de 2020, o PROCON Tocantins realizou pesquisas em vários estabelecimentos comerciais e verificou variações de preços de até 56%. Atualmente, essa variação pode chegar até 80% de itens como o lagarto, paleta com osso e fraldinha.

Outros itens populares como o chambaril e costela seguem o mesmo ritmo. Ao final, a alta dos preços nos estabelecimentos comerciais acabam influenciando outras áreas do comercio, como é o caso de churrascarias, bares, pizzarias e restaurantes. Até o churrasquinho de final de semana ficou mais caro.

Porém, os altos preços não dizem respeito apenas à carne vermelha. O peixe, o frango, a linguiça e a carne suína também estão se distanciando cada vez mais do consumidor. Nas feiras livres, um frango pequeno está sendo adquirido por até R$ 70. O quilo do peixe tambaqui já está sendo vendido a R$ 20.

O aumento dos preços das carnes está sendo atribuído às exportações para países como a China, que aumentaram o consumo da carne brasileira. A oportunidade é vista como grande momento para o produtor rural, que sempre era o mais prejudicado, ganhar dinheiro.

No entanto, a informação é a de que, os altos preços nos comércios, não são de responsabilidade de quem produz, más sim de quem revende.

Se antes os asiáticos compravam apenas as carnes consideradas nobres, hoje todas as partes do gado são exportadas, inclusive os testículos, chifres, cascos, sobrancelhas e o couro. “O que sobra é o berro do animal”.

Se a proposta do consumidor tocantinense, incluindo Paraíso e Porto Nacional, de diminuir a compra da carne para provocar a queda dos preços vai dar certo, será uma questão de tempo para comprovar.

O ARROZ

Tipo 1, Tipo 2, Tipo 3… – Cerealista Milani

A mesma proposta está sendo levantada em relação ao arroz de primeira. O consumidor está descobrindo que, em cidades como Paraíso do Tocantins, a diferença de preços entre estabelecimentos comerciais locais é grande.

Tem supermercado comercializando o arroz tipo 1 acima de R$ 40. Em outros locais, o mesmo produto pode ser encontrado a R$ 35. A guerra parece que mudou de rumo e o consumidor pode ter descoberto que é ele quem pode ajudar a ditar as regras.

Se a onda pega, alguém vai ter que ceder.

OBS: ainda não existem informações oficiais se o PROCON-TO irá explicar ao consumidor se os aumentos dos preços da carne e do arroz são atos praticados legalmente, ou não.

 

 

 

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