Governo do Tocantins e Banco da Amazônia assinam Protocolo de Intenções, que destina cerca de R$ 2 bilhões para investimentos no Estado

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O governador do Tocantins, Mauro Carlesse, assinou, na manhã desta terça-feira, 9, um Protocolo de Intenções com o Banco da Amazônia (Basa), por meio do qual o Banco disponibiliza R$ 1,9 bilhão para investimento nos setores produtivos do Estado. A assinatura do Protocolo ocorreu de maneira virtual, respeitando o que preconiza as entidades de saúde para o combate ao novo Coronavírus e contou com a presença do presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose.

O governador Mauro Carlesse ressaltou a importância da parceria implementada entre o Estado e o Banco da Amazônia e falou em ampliar as ações. “O agronegócio do Tocantins anda de mãos dadas com o Banco da Amazônia. Nós sempre somos atendidos nos nossos pedidos ao Basa, mas queremos ampliar nossas ações, principalmente as voltadas ao pequeno empreendedor rural, para que ele possa vir a ser um médio e quem sabe um grande produtor no futuro”, destacou.

O vice-governador Wanderlei Barbosa, que também participou do evento, reforçou a intenção do Estado em viabilizar novas ações de desenvolvimento. “No que depender do Governo, nós vamos estar junto com o Basa, para que esse dinheiro que está sendo disponibilizado seja, o mais rápido possível, aplicado em projetos e ações de desenvolvimento sustentável no nosso Estado”.

Neste ano, a novidade será nas linhas de crédito voltadas para a sustentabilidade – o FNO Amazônia Rural Verde – cujos objetivos são estimular e diferenciar a finalidade de crédito para fomentar a economia e, ao mesmo tempo, reforçar o compromisso socioambiental da região. O presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, falou sobre os novos desafios. “Não queremos apenas um protocolo de papel, mas sim um protocolo prático, que ajude os produtores. Queremos que a população perceba seus benefícios e, para alcançarmos esse objetivo, nós teremos três desafios: reduzir as taxas de desmatamento (produzir mais em um espaço menor investindo em tecnologia); estimular as atividades sustentáveis e apoiar os empreendimentos verdes”, ressaltou o presidente do Basa.

Durante o encontro, o governador Mauro Carlesse ainda solicitou que a instituição leve em consideração as dificuldades causadas pela pandemia e estenda os prazos para pagamento dos empréstimos feitos pelos produtores. O governador Mauro Carlesse solicitou também ajuda ao banco para aquisição de insumos hospitalares para o combate à pandemia da Covid-19.

Mais benefícios

Pelo menos duas ações conduzidas pelo Governo do Tocantins foram motivo de elogio por parte do presidente do Basa. A primeira com o próprio banco diz respeito à regularização fundiária de várias propriedades rurais do Tocantins. Já a outra, é a elaboração da lei que visa desburocratizar a liberação das licenças ambientais no Estado e que já se encontra na Assembleia Legislativa para apreciação. “Nós não podemos investir em piscicultura, por exemplo, sem falar em outorga de água, sem falar em assistência técnica pública e tudo isso passa por essa segurança jurídica e fundiária que o Governo do Tocantins está conduzindo”, afirmou Valdecir Tose.

Balanço 2020

Segundo dados apresentados pelo Banco da Amazônia, no ano de 2020, a disponibilidade de crédito para todos os setores produtivos do Estado somou um total de R$ 2,2 bilhões, valor maior que o esperado para o ano que foi de R$ 1,7 bilhão. Segundo o superintendente do Banco da Amazônia no Tocantins, Marivaldo Melo, a expectativa para 2021 é superar o ano anterior. “Em 2020, grande parte dos recursos foi aplicada nos setores de agropecuária e agricultura familiar, o que gerou mais de 253 mil empregos diretos e indiretos. Para este ano, nossa expectativa é que o montante aplicado chegue a R$ 2,5 bilhões”, afirmou.

Participaram do evento on-line o vice-governador, Wanderlei Barbosa; o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, Jaime Café; o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Tom Lyra; o secretário de Estado da Fazenda, Sandro Henrique; e o secretário-chefe da Casa Civil, Rolf Vidal.

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