Em derrota Grêmio expõe o egoísmo do futebol brasileiro, menos no Flamengo

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Da Redação

A derrota do Grêmio nesta quarta-feira para o Independiente Del Valle, em casa, que tirou o time gaúcho da Libertadores 2021, expôs a grande diferença de times brasileiros em relação ao futebol do resto do mundo.

No Brasil existe o “craque”, aquele jogador que, mesmo colocando todo o time em risco, será o herói caso faça uma jogada de efeito ou marque um gol de placa. Esse “craque” é o grande atleta e o ídolo da imprensa esportiva nacional. É ele que, se destacando, vende qualquer produto. Que se dane o restante da equipe.

Está aí a diferença: EQUIPE.

Nenhum técnico brasileiro conseguiu até hoje comandar totalmente um time quando o assunto é “um por todos e todos por um”. Nesta quarta-feira, 14, pela Libertadores, o Grêmio expôs essa anomalia que perpetua no futebol por aqui.

Se fosse uma equipe, o Grêmio teria decidido o jogo logo no primeiro tempo. Se fosse uma equipe, os gaúchos teriam aplicado goleada antes dos primeiros 45 minutos. No entanto, o Grêmio é brasileiro, por esse motivo não é uma EQUIPE.

Em pelo menos três jogadas o time de Renato Gaúcho poderia ter decidido a partida na etapa inicial. Porém, o último passe, que garantiria os gols, não foi dado. O atleta gremista não se contentou em passar para o companheiro empurrar a bola para dentro das redes. Ele teria que ser o “herói” teria que resolver sozinho. Por egoísmo eles erraram todas as vezes e os holofotes foram para o time adversário.

SÓ O FLAMENGO

No Brasil, só o Flamengo passou a fazer diferente dentro e fora das quatro linhas. Por isso só o Flamengo mudou de patamar e se aproximou do futebol que hoje é jogado no resto do mundo. Tudo graças ao técnico, Jorge Jesus, que mostrou esse caminho ao time carioca. Quem não jogava passou a jogar, e quem era egoísta passou a servir.

Gol no Flamengo tem a mesma motivação nas comemorações, seja dos atacantes Gabigol ou Bruno Henrique, seja dos zagueiros ou laterais. Todos aprenderam a validar as ações dos companheiros e quem está melhor colocado recebe a bola para finalizar. Por isso os times não conseguem acompanhá-lo.

Quando chegou ao Flamengo, o técnico Rogério Ceni tentou retroagir o futebol do Rubro-negro ao velho e egoísta futebol brasileiro. Chamado no canto para um puxão de orelha, ele também tomou um rumo e teve que entender sobre EQUIPE. Hoje, o torcedor flamenguista não reclama tanto a ausência do português.

O egoísmo também tirou o Palmeiras de duas grandes conquistas, Recopa e Supercopa recentemente. A mesma atitude faz  times como o Fluminense, Vasco, Corinthians e muitos outros vítimas de “atletas” egoístas que preferem a derrota a servir um companheiro para que ele decida a partida. Seja jovem ou veterano, a situação é a mesma.

Neymar é um exemplo desse aprendizado. Muitas vezes ele é destaque em uma partida sem marcar nenhum gol.

Enquanto atletas e técnicos não entenderem que o último passe para o gol é mais importante que um único herói dentro de campo, não haverá EQUIPEs no futebol brasileiro.

Só o Flamengo, se continuar como está.

 

 

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