Em reunião extraordinária, Conselho Estadual de Saúde debate tratamento oncológico no Tocantins

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O Conselho Estadual da Saúde (CES/TO) realizou nesta quinta-feira, 26, na sede da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, em Palmas, a 78ª reunião extraordinária, para debater sobre o tratamento oncológico disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins. Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) apresentaram protocolos, fluxos de atendimentos, prazos, compras de medicamentos, exames e serviços oferecidos.

Também foram elencadas as soluções para a realização dos exames citopatológicos (rastreamento do câncer de colo de útero/exame preventivo) e os de biópsias – anatomia patológica e imunohistoquímica realizados pelos laboratórios irregulares fechados pela vigilância sanitária, neste mês.

O presidente do CES, Mário Benício, explicou que a pauta da reunião foi baseada nas solicitações de pacientes que relataram sobre os atendimentos prestados nas unidades de oncologia do Tocantins. “Estamos aqui para ouvir do Estado como este serviço é ofertado, mesclar a vivência trazida pelos usuários, com as ações realizadas pela gestão e buscar soluções para os entraves que estão ocorrendo”, afirmou.

Exames

A diretora-geral do Laboratório de Saúde Pública do Tocantins (Lacen), Jucimária Dantas, explicou aos conselheiros que, desde 2021, o laboratório está se preparando para a realização dos exames de rastreamento do câncer de colo de útero. A unidade está equipada e tem equipes treinadas para atender 119 municípios. “Devido ao fechamento do laboratório irregular que prestava o serviço aos municípios, o Lacen teve que antecipar e assumir a realização das análises dos exames preventivos de 57 municípios da região macro Norte do Estado, garantindo um serviço de qualidade com tecnologia inovadora, ofertado pela própria Secretaria, o que reduzirá custos e tempo na entrega dos resultados”, afirmou a diretora.

O presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems), Rondinelly Souza, parabenizou a equipe estadual pelo empenho e pela celeridade em solucionar a questão dos laboratórios. “Uma das primeiras ações para prevenção do câncer é a realização dos exames preventivos, ter a confiança de que os municípios farão as coletas e terão o retorno dos exames com os laudos é gratificante”, informou.

Rede

O gerente da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Tocantins da SES-TO, Rodrigo Cândido de Souza, fez a explanação de toda a rede existente no Tocantins, desde o início do diagnóstico nos municípios até as Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), de Palmas e Araguaína. “Todo atendimento inicia na Atenção Básica, nos municípios, não importando qual tipo de câncer, o médico da UBS [Unidade Básica da Saúde], após avaliação clínica e exames preventivos, encontrar algum achado com sugestão de malignidade encaminha o paciente ao atendimento especializado ou diretamente para o acolhimento da Oncologia no HGP [Hospital Geral de Palmas] ou no Hospital Regional de Araguaína”, explicou.

O gerente complementou informando que “atualmente, o Tocantins possui duas Unidades da Unacon habilitadas pelo Ministério da Saúde. As Unacons estão localizadas no Hospital Regional de Araguaína e no Hospital Geral de Palmas, o que permite cobertura assistencial a todos os municípios tocantinenses e ambas com serviços de cirurgias oncológicas, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia”, concluiu, acrescentando que, na Unacon do HGP, por exemplo, não há fila para consultas e cirurgias oncológicas.

Medicamentos

O diretor de Suprimentos Hospitalares da SES, Gileno Dias de Oliveira, destacou que “o Tocantins possui atualmente 78% dos seus estoques de medicamentos e insumos. O Estado trabalha com uma lista de mais de 900 medicamentos padronizados, destes, em 2019, havia a falta de 20 medicamentos, hoje, temos ainda a falta de cinco”. Segundo o diretor, há falta e a situação ocorre nacionalmente. “A pandemia atrapalhou muito, os fornecedores não conseguem entregar, não querem participar dos processos licitatórios. Na oncologia, temos fornecedores exclusivos, patenteados, que muitas vezes só atende por demandas judiciais. O Estado tem planejamento de compra, mas vários entraves estão ocorrendo e buscamos todos os mecanismos jurídicos possíveis para garantir o abastecimento. A dipirona é um exemplo, a fábrica diz que os valores atuais não cobrem os custos e houve redução no fornecimento”, exemplificou o diretor.

A conselheira, representante da Liga Feminina de Combate ao câncer, Edneide Cardoso Pontes, agradeceu a participação dos técnicos da SES que prestaram esclarecimentos. “Esse diálogo entre a SES, o Cosems e o Conselho vai dar andamento às demandas e celeridade ao tratamento, precisamos melhorar os fluxos e os entraves que o pacientes ainda têm. Temos ótimas estruturas no HGP e em Araguaína e vemos o trabalho da Secretaria para melhorar a oferta do serviço.  Vemos que temos resultados, isso é maravilhoso”!

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