Simulação de acidente testa capacidade de resposta das forças de segurança em Palmas

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A simulação de um grave acidente de trânsito envolvendo o incêndio e explosão de um caminhão tanque, abastecido com produto inflamável, chamou a atenção de quem passava pela Avenida Teotônio Segurado, na altura do Córrego Taquaruçu Grande, na manhã desta sexta-feira, 23. Muitas pessoas que foram pegas de surpresa, chegaram a mandar mensagens de áudio e vídeos para grupos de aplicativos, espantadas com o cenário, mas tudo não passou de um ensaio.

A ação combinada envolveu todos os órgãos de segurança de Palmas e o objetivo era testar e também treinar a capacidade de resposta para casos reais de grandes proporções. Além de muitas viaturas e motos, o helicóptero da Companhia Independente de Operações Aéreas (Ciopaer), desceu no meio da avenida para resgatar uma vítima que estaria em estado grave.

“O resultado foi satisfatório pela magnitude do evento. O foco era salvar as vidas e todos os pacientes foram atendidos e receberam o tratamento necessário para chegar com vida aos hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento”, destacou o capitão Lázaro Nogueira da Silva, que coordenou as ações no Posto de Comando do Corpo de Bombeiros Militar instalado no local.

Pelo menos cinco equipes com veículos do Corpo de Bombeiros (CBM) atuaram. Inicialmente, o trabalho foi para evitar um incêndio e a explosão de um ônibus que se envolveu no acidente. Em seguida, apoiaram os demais órgãos no socorro aos feridos espalhados num raio de cerca de 60 metros.

“A princípio tivemos um pouco de dificuldade em estabelecer o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), pois quando chegamos, vários órgãos já estavam trabalhando. Tivemos que reorganizar. Nessa situação, a organização e o controle são fundamentais para o êxito da missão, pois se cada um for trabalhar da forma como achar melhor, acaba tendo efeito contrário. Esse é um ambiente onde não deve haver vaidades e, sim, humildade e foco nas vítimas”, argumentou o capitão Nogueira.

Engrenagem

“Funcionou muito bem. Todos os órgãos contribuíram em suas respectivas áreas e somaram para o sucesso da missão”, completou Nogueira, ao mencionar o trabalho conjunto entre os órgãos.

A cuidadora de idosos Elisângela Pereira Pajaú, que mora na 604 norte, foi uma entre os voluntários. Ela gostou do trabalho e elogiou a forma como os órgãos desempenharam suas funções. “É bem relevante para as pessoas refletirem e para que todos estejam preparados para o atendimento às vítimas. Acho que estão bem reparados”, afirmou.

O médico Túlio Duarte, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), também apreciou o resultado do ensaio. “Como todo treinamento, acaba que não funciona 100% do planejado, e até isso expõe nossas fragilidades e onde precisamos melhorar, tanto na integração entre as equipes, quanto a logística, organização. Essa era a finalidade e  conseguimos perceber para corrigir. O resultado foi muito satisfatório”, disse.

Mas não era só o atendimento às vítimas no local do acidente o foco da ação. O trânsito, em situações reais, precisa de estar na engrenagem e colaborar para que os veículos de resgate sejam ágeis e diminuam o tempo entre o local da ocorrência e o hospital.

Para isso, diversas viaturas da Polícia Militar, Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), instalaram suas equipes em pontos chaves, garantindo a fluidez das ruas e a velocidade das viaturas.

A operação durou cerca de duas horas, entre o chamado e a conclusão do resgate.

HGP

A ação aconteceu da seguinte forma: o SAMU ligou para a unidade informando sobre o acidente com 50 vítimas e a equipe multiprofissional que não tinha conhecimento da simulação, se mobilizou para receber os pacientes.

Para o diretor geral do HGP, Leonardo Toledo, diversas pessoas participaram da ação. “Foram cerca de 150 pessoas envolvidas incluindo servidores da recepção, sala vermelha, pronto socorro, administrativo, colaboradores de empresas terceirizadas além do SAMU, Polícia Militar e Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade [ATTM]. A intenção foi preparar nossos profissionais em situações graves que envolvem várias vítimas. Nosso foco é dar uma assistência rápida, humanizada e salvar vidas, pudemos ver que o HGP está preparado para isso”, declarou.

Segundo o coordenador dos maqueiros, Weedson Ribeiro, esta simulação acaba preparando a equipe para situações semelhantes. “Uma simulação assim é perfeita, aprimora tanto os maqueiros, como a equipe multiprofissional como todo. No nosso caso, somos peças importantes durante o atendimento ao paciente, temos que ser ágeis ao conduzir a maca, ajudando no transporte do usuário dentro da unidade”, afirmou.

O evento não prejudicou o funcionamento da unidade, que continuou dando assistência normal aos pacientes já internados e com o centro cirúrgico funcionando.

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