No Tocantins, saúde poderia ser a melhor do País

0
494

Capa do Correio do Povo

 

As decisões tomadas pelo governador Mauro Carlesse em relação à saúde podem entrar para a história do Estado do Tocantins, caso o Governo se mantenha firme e aguarde as revelações do que realmente pode estar acontecendo nos bastidores da pasta, que é considerada a mais importante, segundo a população.

Apesar de ainda não ter se manifestado oficialmente sobre o assunto, o Palácio Araguaia pode ter reagido a uma situação que governos anteriores nunca tiveram coragem. Se confirmadas todas as denúncias dos possíveis esquemas montados dentro dos hospitais, incluindo plantões, a saúde do Tocantins voltará a ser notícia mundial.

O dinheiro que provavelmente teria sido gasto com os supostos esquemas dos plantões, ainda não explicados, daria para transformar a saúde do Tocantins na melhor do Brasil. Bastasse que os médicos que aparecem nas escalas de atendimento cumprissem com suas obrigações.

Sem dar notoriedade ao caso, por enquanto, mas mostrando tudo às autoridades, como membros do Ministério Público e Defensoria Pública, o Palácio deixa a entender que sabe do rombo e das ações que, planejadamente, provocam o histórico caos na saúde.

MUDANÇAS

Mas para resolver de vez os problemas, Carlesse teria que promover mudanças radicais na Secretaria que comanda a saúde dos tocantinenses e priorizar a população. Cortar na carne é a única saída. Com a atual estrutura será impossível sair do lamaçal que se tornou esse quadro porque as dúvidas que ocorreram ainda não foram explicadas.

É preciso esquecer indicações de deputados para provar que as reclamações que recaem sobre o Governo, de fato são injustas, e que o problema é maior do que se imagina e que ele vem de longos anos.

Muitos segmentos fiscalizadores continuam inertes em relação ao problema. PF, PC, MP e outros órgãos fiscalizadores. Seriam necessários quebra de sigilos telefônicos e bancários para entender e responder a situação. É o dinheiro do SUS que saiu da conta e que deveria resolver os problemas da população.

EXPLICAÇÕES

Ao abrir a “caixa preta” da saúde, o Portal Benício, que pertence ao Correio do Povo, encaminhou no início do mês à Secretaria de Saúde, vários questionamentos sobre o que realmente acontece no Hospital Regional de Paraíso e no Tocantins, e que não foram respondidos. A Secretaria preferiu se calar, mesmo recebendo da direção do Hospital de Paraíso as respostas requeridas.

Comissão para aquisição de medicamentos

O Ministério Público e Defensoria Pública comemoraram a ação do Governo que, através de Decreto instituiu a Câmara de Acompanhamento de Ações e Serviços de Saúde. A medida apareceu como ação emergencial para reduzir as filas de atendimentos em hospitais públicos e, consequentemente, acabar com a judicialização de demandas dessa área.

Porém, existem outros objetivos inerentes ao Projeto e isso faz parte do acompanhamento quanto às ações da Secretaria de Saúde.

Quanto ao atendimento à população, existe a previsão de que o governador Carlesse irá publicar, em breve, uma Medida Provisória, que resolveria a situação. Tal medida ainda não é do conhecimento da maioria e não se sabe como a classe médica vai se comportar.

NOS HOSPITAIS

De acordo com informações obtidas por nossa reportagem, os maiores causadores de problemas nos hospitais são os chamados “médicos políticos”. Segundo a direção de uma Unidade, esses profissionais não respeitam as regras e se acham acima da Lei. O problema acontece desde a criação do Tocantins.

Em Paraíso, por exemplo, o médico Hider Alencar estaria respondendo a uma sindicância por ter abandonado um paciente no Hospital, onde ele tem contrato de 180 horas. Ele teria ido embora para Palmas, onde reside e trabalha, enquanto o paciente ficou sem atendimento.

Em outra situação, onde o nome do médico que deveria estar de plantão não foi citado, uma senhora de 83 anos, com problemas cardíacos, foi mandada embora para morrer em casa porque não havia cardiologista no Hospital. Sequer, ela teve direito a um cilindro de oxigênio. São centenas de casos como estes acontecendo todos os dias no Estado.

As broncas estão caindo sobre os diretores das unidades hospitalares, principalmente porque a maioria, ou é omissa, participa, ou não tem coragem de expor o que realmente acontece entre médicos e Secretaria da Saúde.

O apadrinhamento que gera o não atendimento pode ser a sangria que massacra o povo tocantinense e que, possivelmente, o Governo queira estancar.

Não existem médicos para atender nos hospitais, porém, os altos salários nunca deixam de cair na conta desses profissionais. Os questionamentos continuam sem respostas…

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui