Governo do Tocantins trabalha na implantação de Unidade de Pesquisa e Extensão Rural

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Com serviços prestados há mais de 30 anos e alinhado às políticas do Governo do Tocantins, voltadas ao setor agropecuário, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), se prepara para uma nova fase em sua trajetória, a implantação de Unidade de Pesquisa em Extensão Rural, na Agrotins.

Voltado à pesquisa e à inovação, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas prioritárias do Estado, o novo empreendimento ocupará uma área de 28 hectares que, a partir de agora, dá espaço para a instalação de mais de 20 projetos de pesquisas que servirão de vitrines de experimentações, treinamentos e dias de campo voltados aos produtores rurais para replicação em suas propriedades.

Para a sua implantação e implementação, a unidade contará com a parceria de instituições de ensino superior e tecnológico, a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e o Instituto Federal do Tocantins (IFTO), por meio da integração da academia com o campo; e também de empresas públicas e da iniciativa privada no desenvolvimento de projetos de pesquisas para o desenvolvimento do agro tocantinense, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“No Brasil inteiro, a extensão rural já trabalha esse viés da pesquisa vinculada às instituições. O Ruraltins agora também entra na área, no sentido de validar as vitrines de experimentações das atividades que estão sendo propostas pelo Estado. Esse projeto é um sonho antigo que, por meio de parcerias fortes, principalmente da integração entre pastas do Governo, uma determinação sempre do governador [Mauro Carlesse], estamos conseguindo realizar. Com um governo único e compartilhamento de ideias e estruturas, estamos trabalhando para a construção de novas oportunidades para o desenvolvimento e o fortalecimento do agro tocantinense”, explica o gestor do Ruraltins e da Seagro, Thiago Dourado.

“Fizemos um diagnóstico junto à Ceasa [Central de Hortifrutigranjeiro de Palmas], como também nos mercados atacadistas, para saber qual a demanda e os preços pagos em média das 15 principais cadeias produtivas que movimentam a economia local. A proposta é fortalecer a assistência técnica e a extensão rural, dando condições para que os produtores produzam com competitividade e qualidade, e construindo novas fronteiras para o desenvolvimento do agro sustentável”, completa o gestor.

O presidente Thiago Dourado explica ainda que a unidade vai funcionar com uma fazenda modelo com unidades demonstrativas ativas o ano inteiro, contemplando três diretrizes, que serão a pesquisa, a difusão de tecnologias e conhecimentos, e a reprodução de espécies produzidas nas unidades.

Dentre os projetos prioritários estão o Pró-Ceasa, com o fortalecimento de cadeias produtivas que vão dar condições aos produtores tocantinenses de competirem com o mercado externo; a implementação do Plano ABC, por meio do ABC Corte e ABC Leite, a Integração Lavoura-Pecuária – Floresta (ILPF); e a Implantação de URTs de Fruticultura, Piscicultura e Avicultura; e ainda o Projeto Burle Marx, que será implementado em paisagismo com espécies nativas do Cerrado.

O diretor de Pesquisa e Inovação do órgão, Kin Gomides, ressalta que o processo de implantação da estrutura física dessa unidade Agrotecnológica já está em fase licitatória e que uma nova metodologia de trabalho está sendo construída para o desenvolvimento dessa plataforma e apoio às atividades.

Dentro do planejamento estratégico, estão previstos espaço para vitrines de experimentações, treinamentos, dias de campo, capacitação no geral, cursos de mestrado e doutorado, esses alinhados com as universidades. “A base da nossa atuação será toda em módulos. Para isso, estamos definindo os arranjos produtivos e o papel das equipes para que a assistência técnica seja mais eficiente na hora da execução. A proposta é transformar esse centro de treinamento em uma plataforma de núcleos produtivos, fortalecendo o Ruraltins como instituição, como marca, para expor todos os resultados consolidados através da pesquisa”, explica o diretor.

Para o vice-presidente do Ruraltins José Aníbal Lamattina, a ideia dessa unidade é potencializar os núcleos produtivos e estabelecer uma relação de negociação entre produtor e mercado. “Queremos criar essa ponte, esse elo de diálogo, de fruição de negociação, partindo de uma premissa de mercado e demanda em sistema modular. O objetivo é estabelecer uma receita líquida mínima de R$ 2,5 mil por família. Acreditamos que, com esse recurso, o produtor não abandona a atividade e permanece no campo”, avalia, acrescentando ainda que a proposta é trabalhar com produtores que já estão organizados.

“Estamos verificando as vocações em cada região do Estado, buscando parcerias para desenvolver metodologias de trabalho com as culturas. Vamos utilizar as expertises dos extensionistas que já são destaques no Estado nas diversas áreas. Com o conhecimento que eles têm, poderão ser monitores, saindo de uma função de extensionistas de campo e ser formadores de metodologias de Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural] do Ruraltins, além da ação de campo que possam ser também difusores de ferramentas de atuação”, reforça.

Em fase de implantação, as equipes do Ruraltins e parceiros trabalham firmes para que até dezembro o órgão possa apresentar as primeiras vitrines em atividades proposta na Unidade de Pesquisa e Extensão do Tocantins.

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