Plantio de algodão no Tocantins está autorizado a partir deste sábado, 21

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Nesta sexta-feira, 20, encerra o vazio sanitário para a cultura do algodão no Tocantins, que durou 60 dias. Com isso, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) comunica, aos cotonicultores, que a partir do sábado, 21, estará liberado o plantio da oleaginosa. A medida foi tomada para prevenir e controlar o bicudo do algodoeiro, a principal praga que ataca a cultura.

Segundo a responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle do Bicudo do Algodoeiro, Dinorah Andrade, com a liberação do plantio, os cotonicultores devem realizar o cadastro obrigatório das propriedades produtoras de algodão no escritório da Adapec do município onde a lavoura está cultivada até 15 de janeiro de 2021, conforme estabelece a Instrução Normativa n° 5 de 1° de abril de 2019, que define normas e critérios para o plantio da oleaginosa no Estado.

De acordo com a Adapec, durante o vazio sanitário, foram monitoradas todas as áreas de plantio cadastradas no órgão e foi detectada a presença de plantas vivas no campo com risco fitossanitário. Por isso, os produtores foram orientados sobre a legislação e as plantas foram destruídas.

“A cultura do algodão vem crescendo no Tocantins. A partir deste sábado, 21, estaremos autorizando o início do plantio da nova safra e esperamos ampliar a área cultivada no Estado, e consequentemente, a produção, gerando assim, mais emprego no campo e fortalecendo a nossa economia”, destacou o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

Dados

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Tocantins possui atualmente uma área estimada em 6.740 hectares distribuída entre os municípios de Campos Lindos, Dianópolis, Mateiros, Peixe e Tocantínia. A produção estimada na safra 2019/2020 é de 26,1 mil toneladas de algodão em caroço, contando com a participação de oito produtores de algodão, que se concentram, em sua maioria, na região sul do Estado.

Bicudo do Algodoeiro

Os adultos são besouros com coloração cinza ou castanha, de 3 mm a 7 mm de cumprimento. Eles infestam as lavouras de algodão desde o início da emissão de botões florais até a colheita, podendo ter de 4 a 6 gerações em um ciclo da cultura e se não controlado pode causar perdas de até 70% da produção.

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